E um bitoque, não vai? 

28-05-2017

Desde que me tornei vegetariana que se tivesse 5 euros por cada vez que ouço "ai sim, mas porquê, tens pena dos animaizinhos?", já teria dinheiro para comprar tofu até ao fim do ano. Foi uma decisão minha, tenho as minhas razões muito bem pensadas, e como é óbvio não é aos 33 anos que tenho de me justificar a ninguém acerca do que como ou não. Na minha idade, já faço as coisas de forma programada e informada. Contudo, confesso que num mundo onde toda a gente (bem toda a gente não digo mas as que passam a vida na net como eu...) é bombardeada diariamente com informação sobre regimes alimentares e tipos de alimentos, achem muito estranho hoje em dia,  alguém não comer carne, peixe ou lacticícios. Também levo muito com o "ah és vegan" mas isso fica para outro post, se até lá eu ainda for viva. Hoje em dia existe uma panóplia muito vasta de opções saudáveis que substituem a proteína animal, acrescendo benefícios para a saúde. É óbvio que me saía mais barato ir ao talho do Sr. Armando e pedir uns bifes da vazia e 200g de fiambre da Pá, do que actualmente ir ao Celeiro e largar umas dezenas de euros em soja granulada,  tofu, quinoa e outros que tais, ainda por cima biológicos. Mas uma das razões que me fez tomar esta decisão, que espero ser para a vida, é investir na minha saúde. A menos que todos tivéssemos nas varandas da cidade capoeiras com galinhas fofinhas alimentadas por nós, vacas felizes a pastar na relva do condomínio, porquinhos a comer bolotas caídas das árvores e fóssemos todas as semanas a Vila do Conde para alto mar pescar umas garoupas para a semana, não me parece que o que compramos nos talhos, peixarias ou supermercados seja do mais saudável que há. A realidade é simples, não sabemos o que comemos. A equação é fácil de entender, quando a procura é maior que a oferta, é necessário ser-se criativo para produzir mais. Aí entra a indústria de produção animal em massa, onde o bifinho de perú tenrinho que nos vem parar ao prato está repleto de hormonas de crescimento injetadas na sua produção. Basta verem como os suínos e bovinos são transportados naquelas carrinhas horríveis. Já nem vamos pensar como se sentem os bichos ok? São transportados como lixo e é esse lixo que vai parar à casa e à mesa das pessoas. Sei que sou uma gota num oceano, mas sou eu que tenho de viver comigo própria, com as minhas escolhas e as consequências das mesmas. Não quero converter ninguém, comam para aí bifanas à vontade, regadas a minis quando joga o Benfica, que tanto se me dá (sobretudo a parte de jogar o Benfica...). Eu apenas não quero contribuir para este crescimento insustentável e para o brutal impacto negativo que a produção alimentar massificada tem no ambiente. E muito mais haveria por explicar mas eu já dei a dica e quem se interessar é para isso que existe a wikipédia, o google e o youtube. #veggiesdoitbetter

Até Breve

Inês